5 equívocos comuns sobre porta corta fogo que você precisa parar agora!

Fazendo atendimento e consultoria de porta corta fogo aos nossos clientes, nossa equipe sempre se depara com situações que podem anular a segurança oferecida pelas portas corta fogo. Então, nós listamos os 5 equívocos mais comuns que encontramos nas obras e condomínios pelo Brasil a fora, e que, se você faz, precisa parar agora.

Vem com a gente nessa lista:

01 - Dimensionamento incorreto do vão de passagem

Antes mesmo da porta corta fogo chegar na obra, o local para instalação dela precisa ser dimensionado com muito cuidado. Isso porque a porta corta fogo precisa garantir o acesso das pessoas ao vão de escadas da rota de fuga, respeitando critérios de acessibilidade, por exemplo.

A situação incorreta mais comum que encontramos é o vão de passagem menor que o tamanho da porta. Se o projeto exige uma porta corta fogo com 80x210cm, por exemplo, lembre-se de considerar um vão um pouco maior na parede, já que para a instalação correta da porta é necessário também a instalação de um marco. Desse modo, o vão perde alguns centímetros que podem impossibilitar a instalação da porta corta fogo e gerar retrabalho.

02 – Instalação da porta com abertura invertida

O segundo equívoco mais comum que nos deparamos é o sentido de abertura da porta para as escadas. Na hora da instalação da porta corta fogo, o sentido da rota de fuga precisa estar muito claro para o instalador. A porta deve ser sempre empurrada do hall para as escadas, em um movimento natural no ser humano em situação de emergência.

A porta corta fogo instalada em sentido contrário, obriga as pessoas a recuarem no momento de abri-las, o que pode impossibilitar a evacuação em uma situação de emergência causando aglomeração na passagem e obstruindo o fluxo de saída.

03 – Compra de porta corta fogo sem certificação válida

De todos, esse é o equívoco mais problemático. As certificações das portas corta fogo servem para garantir que:

  • Todo o processo de fabricação da porta foi realizado conforme as exigências das normas vigentes;
  • A porta passou por testes de resistência mecânicos, químicos e contra fogo, e teve o seu lote aprovado para comercialização;
  • Caso haja necessidade, o fabricante e todo o processo pelo qual a porta passou possam ser rastreados, dando mais segurança ao comprador.

A porta sem certificações impede que as informações sobre o produto estejam acessíveis ao comprador e ao vistoriador do Corpo de Bombeiros, podendo acarretar diversos problemas. Sendo assim, adquirir porta corta fogo sem certificações válidas para a sua obra é um risco que com certeza não vale a pena correr.

04 - Negligenciar a qualidade dos marcos e acessórios

Esse com certeza é um equívoco que você precisa parar agora. Os marcos são uma parte fundamental da composição da porta corta fogo, e não adianta ter uma porta de boa qualidade e um marco inferior, pois eles podem sofrer deformações já no transporte ou instalação, comprometendo o bom funcionamento da porta corta fogo.

A mesma coisa acontece com as fechaduras, dobradiças, barras antipânico e demais acessórios. Todos eles devem trabalhar em conjunto com a porta, e o seu mal funcionamento pode impedir a abertura ou fechamento correto da porta, prejudicando o fluxo da rota de fuga, ou até mesmo permitindo a passagem da fumaça e das chamas.

Além de todas essas questões, os acessórios de má qualidade ou fora de norma podem até causar impedimentos na obra pelo Corpo de Bombeiros local, por estarem inadequados, gerando, também, mais custos com a substituição.

05 – Obstrução do acesso à porta, ou manter a porta aberta com calços e outros objetos

Esse equívoco vai além das obras, e é muito comum também em edifícios recém entregues. Colocar calços nas portas corta fogo, ou até mesmo mantê-las abertas com extintores, caixas, e outros objetos pesados é um grande erro que não deve ser cometido. Após a instalação da porta, a carga das molas é a garantia de que elas vão ser fechadas corretamente sempre após a passagem de alguém.

Essa é a característica mais fundamental desse tipo de preventivo de incêndios. E, por isso, tentar mantê-las abertas, além de colocar o local e as pessoas em risco no caso de uma emergência com fogo, ainda pode prejudicar o funcionamento das peças, causando danos em parafusos ou até mesmo no próprio marco e nas dobradiças. Desse modo, eles podem ser danificados por mau uso, sendo necessária a troca das peças.

Mas, existe alguma possibilidade em que a Porta Corta Fogo possa ficar aberta?

Sim, existe. Se houver a necessidade de que a porta corta fogo permaneça aberta, estando aprovado em projeto e pelo Corpo de Bombeiros, ela pode ser conectada a um eletroimã ligado à central de alarme de incêndio. O eletroímã mantém a porta aberta, e em caso de emergência, a central de alarme de incêndio dispara e desarma o eletroímã que libera o fechamento da porta.

Uma opção segura e eficaz para garantir o bom funcionamento da porta corta fogo, e a segurança de todo o edifício e das pessoas.

Viu como é sempre importante uma atenção a mais quando o assunto é porta corta fogo? E você, já cometeu algum desses enganos? Temos certeza de que depois dessas dicas, você vai parar agora mesmo.

E se tiver alguma dúvida, vem conversar com a nossa equipe!